Diferenciando os Aparelhos

Diferenciando os Aparelhos
Próteses e Órteses-

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Fisioterapeutas e Terapeutas ocupacionais podem prescrever Próteses e Órteses

A partir de dezembro de 2010, o Sistema Único de Saúde (SUS) reconhece o direito desses profissionais de prescrever “órteses, próteses e materiais especiais não relacionados ao ato cirúrgico”, por meio da publicação da Portaria SAS/MS N° 661, de 2 de dezembro de 2010. Tal conquista amplia significativamente a atuação dos Fisioterapeutas e Terapeutas Ocupacionais no SUS e em clínicas e hospitais particulares por todo o país. Essa conquista é resultado do empenho do Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO), que atua nesta causa há mais de um ano, realizando diversas reuniões junto ao Ministério da Saúde. “A inclusão das órteses, próteses e materiais especiais não relacionados ao ato cirúrgico na Classificação Brasileira de Ocupação (CBO) dos Fisioterapeutas e Terapeutas Ocupacionais significa o reconhecimento da atuação desses profissionais nestas áreas pelos ministérios da Saúde e do Trabalho e Emprego” afirma o conselheiro do Coffito, Adamar Nunes. Entre os procedimentos incluídos, estão a prescrição de calçados ortopédicos, muleta axilar, prótese mamária, cadeira de rodas, andador, palmilhas, coletes, cintas e outros.
Para acessar a lista completa das órteses, próteses e materiais especiais não relacionados ao ato cirúrgico, incluídos na CBO dos fisioterapeutas e dos terapeutas ocupacionais, siga as orientações abaixo:
Clique em “Acessar tabela unificada”;
Clique em “Procedimentos”;
Clique em “Publicados”;
Clique em “Consultar”;
Na guia “Grupo”, selecione a opção “07 – Órteses, próteses e materiais especiais”;
Na guia “Sub-Grupo”, selecione a opção “01 – Órteses, próteses e materiais especiais não relacionados ao ato cirúrgico”;
Na guia “Forma de Organização”, selecione a opção “01 – OPM auxiliares da locomoção” ou a opção “02 – OPM ortopédicas”;
Na guia “Competência”, selecione “01/2011”;
  Clique na lupa (localizar);
 Após isso, clique nas órteses, próteses e materiais especiais de sua escolha quando, então, abrirá uma página com todo histórico deste instrumento;
Clique, então, na guia “CBO”, localizada na parte de baixo da página.

Australiano tem dedão do pé no lugar do polegar amputado

Em janeiro de 2010, o australiano Geoff McLaren, apos ter perdido o polegar esquerdo em um acidente de trabalho, submeteu-se a uma cirurgia para implantar o dedão de seu pé no lugar do polegar perdido.
Roslyn McLaren, Geoff Mclaren e Trevor McLaren no hospital de Sidney
Foram 11 horas de cirurgia no hospital de Sidney. Foi uma operação complexa para amputar, transferir e conectar na mão esquerda de Geoff McLaren o seu primeiro dedo do pé. Foi a primeira cirurgia deste tipo no hospital em 10 anos.
O diretor de cirurgias da mão, Tim Heath, disse, em entrevista ao jornal australiano Herald Sun, que esse tipo de operação é mais comum fora do continente. “As pessoas não usam tanto sandálias em outros lugares do mundo quanto na Austrália”. Ele explica que o dedo do pé é utilizado por seu formato semelhante, e completa: “O dedão é extremamente importante no movimento das mãos”.
Depois da cirurgia Geoff declarou: "Meu novo polegar parece estar inchado o tempo todo, mas ao menos levarei menos tempo cortando as unhas", brincou ele, sem parecer se importar, à imprensa local. Para o paciente o único problema agora será usar chinelos, algo que ele gosta muito."

A perda do polegar ou dedos após acidentes, como nesse caso, geralmente resulta em problemas estéticos e funcionais aos pacientes. Operações de transferências de dedos dos pés às mãos são praticados globalmente desde 1975. No hospital de Sydney o caso de McLaren é o primeiro nos últimos dez anos. De acordo com especialistas, esse tipo de cirurgia tem grande complexidade e requer dos cirurgiões muito em termos técnicos. 
Atualmente essa tecnica tem demonstrado melhores resultados finais esteticamente e maior satisfação para pacientes do que próteses.


sexta-feira, 15 de abril de 2011

Amputação: fim ou recomeço?

"A amputação de um membro, como qualquer fato relevante que ocorra na nossa vida, é uma aventura e um desafio ao espírito.
Perder um braço ou uma perna, ou parte deles, não tem absolutamente nenhuma graça, assim como não se trata de algo charmoso, como as peripécias de um Indiana Jones no cinema. Estarmos diretamente envolvidos no fato, como protagonistas principais, tem mais a conotação de um pesadelo do qual queremos acordar rapidamente. Há várias causas que podem levar à amputação de um membro, as mais comuns são as doenças vasculares periféricas, diabetes, tumores, traumas, infecções de repetição, mal formação congênita, entre outras.
A perda de parte significativa do corpo de maneira tão evidente trás à superfície a presença desta constante companheira, quase sempre invisível ao nosso consciente, a morte. Realizamos que ela é inexorável e inevitável. Somos reconduzidos à condição humana.
Um grande problema das pessoas, que até as impede de viver de maneira mais justa, é o fato delas agirem como se fossem eternas. Decisões cruciais para a qualidade da nossa vida podem ser totalmente diferentes se tomadas com a consciência da nossa finitude. Podemos mesmo afirmar que em momentos de decisões importantes, a morte é conselheira das mais sábias. Trocando em miúdos, quando, ao tomarmos uma decisão, nos lembramos que vamos morrer um dia, aumentamos a chance dessa decisão ser mais adequada em relação à nossa vida.
Podemos perceber que, embora o nosso corpo tenha sido atingido, existe algo que o ocupa que permanece inteiro, como se o cavalo tivesse sido afetado, mas não o cavaleiro.
A função do cavalo é, segundo a vontade do cavaleiro, transportá-lo pelo mundo. Tem gente que vive somente para a aparência do cavalo, esquecendo que, embora seja interessante ele ser bonito, trata-se somente de um veículo para o seu dono. O que realmente importa no cavalo é que ele seja um bom transportador, e aí sim, o melhor possível."
Marco Antonio Guedes


Ortopedista especialista em traumatologia.  "Sofreu um acidente de moto na juventude e os graves ferimentos levaram a amputação de sua perna esquerda abaixo do joelho. O período de recuperação foi muito doloroso e cheio de dúvidas com relação ao futuro. O jovem amputado fazia faculdade de medicina e se especializou em ortopedia e traumatologia. Sua condição e sua especialização o levaram a tratar de pessoas também amputadas só que com um diferencial: o de conhecer na prática a dor, as frustrações e as necessidades de seus pacientes. É normal aparecerem pessoas dizendo ao doutor que aquele ânimo todo que ele tem e tenta passar se deve ao fato de não saber na pele o que estão passando. Por ser ele mesmo um amputado, o doutor Guedes conhece a fundo os picos de euforia (por estar vivo) seguidos de depressão de seus pacientes. O processo de reabilitação física e psicológica é duríssimo. Mas quem vê o doutor Guedes preparar sua mochila de 25 quilos para mais uma expedição de bicicleta no Canadá, ou ouve seu relato de uma aventura no Nepal, compreende que a reabilitação de um amputado é, também, empolgante."


 

O que são próteses e órteses?

As próteses substituem partes do corpo perdidadas acidentalmente ou retiradas intencionalmente.

As órteses são aparelhos empregados para restringir ou auxiliar movimento (corrigeme/ou complementam) podendo ser utilizadas para transferir carga de uma área para outra. Promovem alinhamento, suporte e proteção.